Victor Lobo,
de Pequim
Quatro anos atrás, o time brasileiro de vôlei que ganhou as Olimpíadas de Atenas era formada por um plantel formidável. Naquela época, a medalha de ouro veio quase sem esforço, tamanha a hegemonia brasileira. Mas o Brasil não é mais o mesmo de quatro anos atrás. Antes na Liga Mundial e agora em Pequim, os brasileiros perderam o primeiro lugar para os Estados Unidos em uma final frustrante, como toda prata é.
O primeiro set demonstrou a vontade brasileira de vencer. Vencer os Estados Unidos não só daria o ouro olímpico ao Brasil, mas seria uma revanche pela final na Liga Mundial. E o ímpeto em manter o título conquistado em Atenas foi mostrado em um set tranqüilo, onde a equipe do técnico Bernardinho manteve o adversário sob controle até finalizar o set em 25 a 20.
Na troca de lados, o time americano voltou mais determinado. Aproveitando o relaxo dos brasileiros, os Estados Unidos chegaram a fazer seis pontos seguidos logo no começo, comandados por Clayton Stanley em noite inspirada. Giba tentou despertar a equipe ao fazer o primeiro ponto brasileiro no set. Mas ele não estava em uma noite boa e os americanos nem se abalaram. Voltaram a pontuar e forçaram o técnico Bernardinho a pedir um tempo para orientar o time.
Mais atento, o Brasil retornou mais combativo. A garra dos adversários, porém, não deu brecha nenhuma para uma virada. Os americanos administraram a vantagem de seis pontos até o placar marcar 16 a 10. Bernardinho já pulava de tantos chiliques que dava na beira do campo quando o bloqueio de Giba, André Heller e Murilo resolveu funcionar. Infelizmente, não foi o suficiente para salvar o set, fechado em 25 a 22 para os norte-americanos. Desta vez, os gritos predominantes no Ginásio Olímpico de Basquete eram de “U-S-A! U-S-A! U-S-A!”.
Fazendo jus ao placar, no set seguinte o que se viu foi dois times lutando de igual para igual. A cada ponto, os gritos de “Ba-xi Jia yóu!” e “U-S-A!” se alternavam, cada vez mais fortes. Na quadra, os jogadores aliviavam a tensão através dos saques e cortes que ultrapassavam facilmente 100 km/h. Fora dela, Bernardinho perdia o resto de seus cabelos ao ver o Brasil em constante perseguição, mas sempre atrás no placar. As broncas não surgiram efeito e o set foi encerrado novamente por 25 a 22 para os Estados Unidos.
Os americanos passaram a frente no jogo e o Brasil tratou de lutar. O quarto set, como o terceiro, mostrou equilíbrio entre as duas equipes. Mas desta vez, o Brasil que era perseguido de perto pelo time norte-americano. Até o placar marcar 20 a 20. Foi quando o time verde-e-amarelo fraquejou, nem que por alguns segundos. O suficiente para deixar os americanos tomarem a frente do set.
Foram os últimos pontos do vôlei masculino nesta Olimpíada. Com todas as forças, o Brasil tentou levar o jogo a mais um set. Os esforços, porém, foram barrados por uma equipe que só relaxou depois de marcar o Gold Medal Point. Por 3 sets a 1, os Estados Unidos ganharam medalha de ouro em Pequim. Ao Brasil, que não é mais o melhor time do mundo, restou a prata e o segundo lugar. Um lugar que ainda não estamos acostumados a ocupar quando o assunto é vôlei.
O primeiro set demonstrou a vontade brasileira de vencer. Vencer os Estados Unidos não só daria o ouro olímpico ao Brasil, mas seria uma revanche pela final na Liga Mundial. E o ímpeto em manter o título conquistado em Atenas foi mostrado em um set tranqüilo, onde a equipe do técnico Bernardinho manteve o adversário sob controle até finalizar o set em 25 a 20.
Na troca de lados, o time americano voltou mais determinado. Aproveitando o relaxo dos brasileiros, os Estados Unidos chegaram a fazer seis pontos seguidos logo no começo, comandados por Clayton Stanley em noite inspirada. Giba tentou despertar a equipe ao fazer o primeiro ponto brasileiro no set. Mas ele não estava em uma noite boa e os americanos nem se abalaram. Voltaram a pontuar e forçaram o técnico Bernardinho a pedir um tempo para orientar o time.
Mais atento, o Brasil retornou mais combativo. A garra dos adversários, porém, não deu brecha nenhuma para uma virada. Os americanos administraram a vantagem de seis pontos até o placar marcar 16 a 10. Bernardinho já pulava de tantos chiliques que dava na beira do campo quando o bloqueio de Giba, André Heller e Murilo resolveu funcionar. Infelizmente, não foi o suficiente para salvar o set, fechado em 25 a 22 para os norte-americanos. Desta vez, os gritos predominantes no Ginásio Olímpico de Basquete eram de “U-S-A! U-S-A! U-S-A!”.
Fazendo jus ao placar, no set seguinte o que se viu foi dois times lutando de igual para igual. A cada ponto, os gritos de “Ba-xi Jia yóu!” e “U-S-A!” se alternavam, cada vez mais fortes. Na quadra, os jogadores aliviavam a tensão através dos saques e cortes que ultrapassavam facilmente 100 km/h. Fora dela, Bernardinho perdia o resto de seus cabelos ao ver o Brasil em constante perseguição, mas sempre atrás no placar. As broncas não surgiram efeito e o set foi encerrado novamente por 25 a 22 para os Estados Unidos.
Os americanos passaram a frente no jogo e o Brasil tratou de lutar. O quarto set, como o terceiro, mostrou equilíbrio entre as duas equipes. Mas desta vez, o Brasil que era perseguido de perto pelo time norte-americano. Até o placar marcar 20 a 20. Foi quando o time verde-e-amarelo fraquejou, nem que por alguns segundos. O suficiente para deixar os americanos tomarem a frente do set.
Foram os últimos pontos do vôlei masculino nesta Olimpíada. Com todas as forças, o Brasil tentou levar o jogo a mais um set. Os esforços, porém, foram barrados por uma equipe que só relaxou depois de marcar o Gold Medal Point. Por 3 sets a 1, os Estados Unidos ganharam medalha de ouro em Pequim. Ao Brasil, que não é mais o melhor time do mundo, restou a prata e o segundo lugar. Um lugar que ainda não estamos acostumados a ocupar quando o assunto é vôlei.










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